Talvez você não saiba, mas, em todo o mundo, mais de 2 bilhões de pessoas ainda passam sede. Esse número representa o total de cidadãos que ainda não têm acesso à água potável, ou seja, com qualidade suficiente para beber e preparar alimentos.

Com o objetivo de contribuir para a resolução desse problema, o empreendedor paquistanês Hamza Farrukh criou um protótipo de um filtro de água portátil movido a energia solar.

O sistema não serve apenas para filtrar o líquido, mas também é capaz de captar a água de aquíferos subterrâneos por meio de bombas, que também são alimentadas pela energia fotovoltaica.

O equipamento é composto por uma caixa metálica com três metros de comprimento, o que facilita o transporte até comunidades rurais mais afastadas, comuns no Paquistão, que não têm acesso à água potável.

O projeto teve início em 2014, quando Farrukh fundou a Organização Não Governamental (ONG) Bondh E Shams, cujo nome pode ser traduzido como “gotículas ao sol”.

Os equipamentos fabricados pela ONG tem capacidade para operar por mais de 20 anos a um custo total de aquisição de pouco mais de 10 mil dólares. Com base nesse valor, Farrukh calcula que, em 25 anos, o fornecimento de água potável possibilitado pelo projeto seja 3.500 vezes menor que o de água engarrafada.

Além disso, existe a vantagem de eliminar a necessidade de garrafas plásticas no abastecimento da região.

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Histórico

A preocupação de Farrukh com a questão da água tem base em um histórico pessoal. Quando tinha 9 anos de idade, ele contraiu febre tifoide por ter consumido água de uma fonte contaminada na aldeia em que vivia.  

Atualmente, sua ONG atende 13 vilarejos do interior do Paquistão. Graças ao sistema de filtragem, nessas localidades, foi possível reduzir em até 25% o número de ocorrências de doenças transmitidas pela água contaminada.

O próximo objetivo da Bondh E Shams é ampliar o acesso das pessoas à tecnologia de filtragem com energia solar, estendendo o campo de atuação para Bangladesh, Mianmar e áreas rurais do Sudão do Sul.

Para isso, a organização já conta com um investimento de US$ 150 mil do Goldman Sachs Gives, programa de financiamento para projetos inovadores.

Fonte: Catraca Livre

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