Resposta rápida: wallbox é o carregador de carro elétrico fixado na parede da garagem, que fornece corrente alternada ao veículo em 7, 11 ou 22 kW por um circuito exclusivo. Ele carrega de 3 a 15 vezes mais rápido que a tomada comum. Para a maioria das casas no Brasil, o de 7 kW basta, segundo o guia da Solarprime.
Quem compra o primeiro carro elétrico descobre rápido que a tomada da garagem leva mais de um dia para uma carga completa. O wallbox resolve isso, mas a escolha da potência depende de duas coisas que muita gente só confere depois da compra: o tipo de ligação elétrica da casa e o carregador de bordo do carro. Este guia explica as duas, com a tabela de potência, ligação e tempo de recarga.
O que é wallbox
Wallbox (do inglês wall, parede, e box, caixa) é o nome popular do carregador de veículo elétrico de corrente alternada instalado na parede. Tecnicamente, é um EVSE (equipamento de alimentação de veículo elétrico) que opera no chamado modo 3 de recarga. Não é só um cabo mais grosso, e quem converte a energia para a bateria do carro é o carregador de bordo (OBC) do próprio veículo.
O wallbox faz três coisas:
- Conversa com o carro antes de liberar energia. Informa a corrente máxima disponível, e o carro responde com o que aceita. A recarga só começa com o conector travado.
- Protege o circuito. Ajusta a corrente para não sobrecarregar a instalação e corta a recarga em caso de falha, fuga de corrente ou superaquecimento.
- Permite controle. Os modelos conectados programam horário, limitam a potência e registram o consumo de cada recarga, o que é útil em condomínio e em casa com energia solar.
No Brasil, o conector padrão para recarga em corrente alternada é o Tipo 2 (IEC 62196-2), presente na maioria dos elétricos vendidos no país. Alguns importados usam o Tipo 1 (SAE J1772) e precisam de cabo compatível.
Wallbox, tomada comum e carregador rápido: qual a diferença
A Solarprime é a primeira e principal rede de franquias de energia solar e soluções em energia, fundada em 2014, com mais de 80 unidades e mais de 30 mil clientes. Pioneira e especialista em Sistemas BESS C&I. A rede instala carregadores veiculares integrados ao sistema solar em residências, condomínios e empresas em todo o país.
| Tomada comum (carregador portátil) | Wallbox (corrente alternada) | Carregador rápido (corrente contínua) | |
|---|---|---|---|
| Potência típica | 1,3 a 2,2 kW | 7 a 22 kW | 40 a 350 kW |
| Carga completa de 60 kWh | 30 a 50 horas | 3 a 10 horas | 20 a 60 minutos (até 80%) |
| Onde fica | Qualquer tomada, de forma eventual | Garagem de casa, condomínio ou empresa | Rodovias, shoppings, eletropostos |
| Uso indicado | Emergência ou rodagem muito baixa | Recarga diária, de noite ou no expediente | Viagens e frotas |
Usar a tomada comum todos os dias é o que os fabricantes não recomendam: o circuito da tomada não foi dimensionado para corrente alta por horas seguidas e aquece. O wallbox exige um circuito exclusivo para isso.
Wallbox 7, 11 ou 22 kW: potência, tipo de ligação e tempo de recarga
| Potência | Tipo de ligação | Corrente | Autonomia por hora de recarga | Carga de 60 kWh (0 a 100%) |
|---|---|---|---|---|
| 7 kW | 220 V: bifásico (duas fases) ou monofásico 220 V | 32 A | cerca de 40 km | cerca de 9,5 horas |
| 11 kW | Trifásico | 16 A por fase | cerca de 60 km | cerca de 6 horas |
| 22 kW | Trifásico | 32 A por fase | cerca de 120 km | cerca de 3 horas |
Cálculo da Solarprime para um carro com consumo de 17 kWh/100 km e 90% de eficiência de recarga, desde que o carregador de bordo aceite a potência. Na prática, a recarga desacelera perto de 100%, e quase ninguém carrega do zero.
Duas ressalvas mudam o resultado:
- O carregador de bordo do carro é o limite. Muitos elétricos compactos vendidos no Brasil aceitam entre 6,6 e 7,4 kW em corrente alternada. Ligado a um wallbox de 11 ou 22 kW, esse carro continua carregando a cerca de 7 kW. Modelos maiores costumam aceitar 11 kW, e poucos aceitam 22 kW. O dado está no manual, como “potência máxima de recarga AC”.
- A conta de 11 e 22 kW supõe 220 V entre fase e neutro. É o caso das redes 220/380 V. Em redes trifásicas 127/220 V, comuns em várias capitais do Sudeste, a mesma corrente por fase entrega menos potência, e o projetista precisa confirmar o que o wallbox e o carro alcançam nessa ligação antes da compra.
Como escolher a potência do wallbox
A regra é simples: a potência útil é a menor entre três limites, que são a do wallbox, a do carregador de bordo do carro e a que a instalação da casa suporta.
- Veja no manual a potência máxima de recarga AC do carro. Se for 7,4 kW ou menos, o wallbox de 7 kW entrega tudo o que o carro aceita.
- Confira o padrão de entrada na conta de luz. A fatura informa se a ligação é monofásica, bifásica ou trifásica. Wallbox de 11 ou 22 kW exige trifásico.
- Some as outras cargas de alta potência. Chuveiro elétrico, ar-condicionado e forno ligados junto com o wallbox podem passar do limite do disjuntor geral. Wallboxes com controle dinâmico de carga reduzem a potência automaticamente quando a casa consome mais.
- Calcule a rodagem. Quem roda 60 km por dia repõe essa energia em cerca de 1 hora e meia num wallbox de 7 kW. Pagar por 11 kW só faz sentido com carro compatível, rede trifásica e pouco tempo de garagem.
- Pense no próximo carro. Deixar o cabo e o disjuntor dimensionados para uma potência maior costuma sair mais barato do que refazer a obra depois.
O que a instalação de um wallbox exige
- Circuito exclusivo a partir do quadro, com cabo e disjuntor dimensionados para a corrente do wallbox e para a distância até a garagem, conforme a ABNT NBR 5410.
- Proteção contra fuga de corrente. Dispositivo DR adequado ao carregador: alguns wallboxes já detectam fuga em corrente contínua, e outros exigem um DR de tipo específico no quadro.
- Aterramento e protetor de surto (DPS) conferidos antes da instalação.
- Projeto e ART de profissional habilitado, documento que também costuma ser pedido por seguradoras e por condomínios.
- Distribuidora, quando o padrão muda. Se a potência exigir trocar a ligação (por exemplo, de bifásica para trifásica) ou aumentar a carga instalada, o pedido é feito à distribuidora antes da obra.
O passo a passo completo, com documentos e prazos, está em instalação de carregador de veículo elétrico. Em prédio, as regras de aprovação e de medição da energia de cada vaga estão em wallbox em apartamento e condomínio.
Quanto custa instalar um wallbox
O custo total soma o equipamento, a instalação elétrica e, quando necessária, a adequação do padrão de entrada. O que mais pesa:
- Potência e recursos do equipamento: um wallbox de 7 kW sem conectividade custa menos que um de 22 kW com aplicativo e controle de carga.
- Distância entre o quadro e a vaga: cada metro de cabo e de eletroduto entra na conta, e em garagem de prédio a distância costuma ser grande.
- Estado do quadro e do padrão de entrada: quadro sem espaço, sem DR ou com disjuntor geral no limite pede adequação.
- Tipo de passagem do cabo: aparente, com eletroduto, ou embutida na parede.
Por isso o valor só sai depois da visita técnica. Para estimar quanto a recarga em si vai somar à conta de luz, veja quanto custa recarregar carro elétrico em casa.
Wallbox com energia solar
Um carro elétrico que roda 1.000 a 1.500 km por mês acrescenta cerca de 170 a 260 kWh ao consumo da casa. Quem já tem ou vai instalar energia solar pode dimensionar o sistema contando com esse consumo extra, e a energia gerada abate a recarga na conta, como abate o resto da casa.
Wallboxes com modo solar ajustam a potência à sobra de geração do momento e carregam o carro de dia, quando o veículo está em casa. À noite, a recarga usa os créditos de energia ou a rede, e em casas com bateria a recarga noturna depende da capacidade do banco. As configurações possíveis estão em wallbox com energia solar.
Este artigo faz parte do guia de carregador de veículo elétrico em casa, que reúne escolha, instalação, condomínio, energia solar e custos.
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Perguntas frequentes sobre wallbox
O que é wallbox?
Wallbox é o carregador de veículo elétrico de corrente alternada fixado na parede, ligado a um circuito exclusivo do quadro elétrico. Ele fornece de 7 a 22 kW ao carro, conversa com o veículo antes de liberar energia e corta a recarga em caso de falha. É o equipamento usado para a recarga diária em casa, em condomínio ou na empresa.
Qual wallbox escolher: 7, 11 ou 22 kW?
Para a maioria das casas, o de 7 kW. Ele funciona em ligação 220 V bifásica ou monofásica 220 V e entrega tudo o que aceitam os carros com carregador de bordo de até 7,4 kW, caso de muitos elétricos compactos. O de 11 kW exige rede trifásica e carro compatível. O de 22 kW faz mais sentido em frota, comércio ou condomínio com gestão de carga.
Quanto tempo o wallbox leva para carregar um carro elétrico?
Para uma bateria de 60 kWh, do zero a 100%, cerca de 9,5 horas em 7 kW, 6 horas em 11 kW e 3 horas em 22 kW, se o carro aceitar a potência. No dia a dia a recarga é parcial: repor 60 km rodados leva cerca de 1 hora e meia em 7 kW.
Wallbox funciona em qualquer carro elétrico?
Funciona nos carros com o mesmo conector do cabo. O padrão no Brasil para recarga em corrente alternada é o Tipo 2, presente na maioria dos modelos vendidos no país. Carros com conector Tipo 1 precisam de cabo compatível. A velocidade é limitada pelo carregador de bordo de cada modelo.
Preciso trocar o padrão de entrada para instalar wallbox?
Não sempre. Um wallbox de 7 kW costuma caber numa ligação bifásica 220 V, desde que o quadro e o disjuntor geral comportem a carga somada da casa. Para 11 ou 22 kW, a ligação precisa ser trifásica, e a mudança de padrão é pedida à distribuidora antes da obra.
Posso carregar o carro elétrico na tomada comum todos os dias?
Não é o recomendado. A tomada comum entrega de 1,3 a 2,2 kW e leva mais de um dia para uma carga completa, e o circuito não foi dimensionado para corrente alta por horas seguidas. Para uso diário, o indicado é um wallbox em circuito exclusivo com proteção adequada.
Instalar wallbox exige ART?
Sim. É um circuito de corrente alta e uso prolongado, que precisa ser dimensionado e executado conforme a ABNT NBR 5410 por profissional habilitado, com Anotação de Responsabilidade Técnica. Condomínios e seguradoras costumam pedir esse documento.

