Se você está avaliando abrir uma franquia, os royalties são uma das primeiras taxas que aparecem na conversa — e também uma das mais mal compreendidas. Diferente da taxa de franquia (paga uma única vez), os royalties são uma cobrança recorrente, e entender exatamente o que eles cobrem muda a forma como você avalia se uma rede vale o investimento.
O que são royalties de franquia?
Royalties de franquia são pagamentos recorrentes, geralmente mensais, que o franqueado faz ao franqueador em troca do direito contínuo de usar a marca, os processos e a estrutura de suporte da rede. Diferente de um pagamento único de entrada, os royalties são cobrados durante toda a vigência do contrato — é o que sustenta a relação de suporte entre franqueador e franqueado no dia a dia da operação.
Como funcionam os royalties?
A Lei de Franquias dá liberdade para cada franqueadora definir seu próprio modelo de cobrança. No Brasil, os formatos mais comuns são:
- Valor fixo — não varia com o faturamento da unidade, podendo ser reajustado por índices previstos em contrato (inflação, salário-mínimo etc.)
- Percentual sobre o faturamento — a cobrança acompanha o quanto a unidade fatura, bruto ou líquido
- Percentual sobre compras — comum quando o franqueador também fornece o produto ou insumo usado pelo franqueado
- Modelo misto — combina valor mínimo fixo com percentual, prevalecendo o que for maior
No setor de energia solar, o padrão mais comum é o percentual sobre o faturamento bruto da unidade, geralmente entre 1% e 10%, variando conforme o modelo de cada rede.
Qual a diferença entre taxa de franquia e royalties?
É a confusão mais comum de quem está pesquisando esse tema, então vale deixar clara: a taxa de franquia é paga uma única vez, no momento da assinatura do contrato, como contrapartida pelo direito de abrir a unidade e receber o pacote inicial (treinamento, manual operacional, suporte de implantação). Já os royalties são recorrentes — pagos mês a mês, durante todo o tempo em que o contrato estiver vigente, em troca do suporte contínuo da rede.
Existe ainda uma terceira cobrança, o fundo de publicidade — percentual destinado a campanhas e divulgação da marca em conjunto, gerando visibilidade que uma unidade isolada não conseguiria sozinha.
O que os royalties financiam de fato
É fácil olhar os royalties como só mais uma cobrança. Mas numa rede estruturada, esse valor sustenta o que separa uma franquia de uma empresa pequena operando sozinha:
- Suporte técnico contínuo — não é um treinamento único no início, é acompanhamento durante toda a operação
- Atualização constante de processos e manuais, incorporando o que a rede aprende em todas as unidades, não só na sua
- Fiscalização de qualidade — a franqueadora tem interesse direto em manter o padrão de cada unidade, porque o resultado de uma afeta a reputação de todas
- Poder de negociação centralizada com fornecedores — algo que uma unidade isolada, negociando sozinha, dificilmente alcança na mesma escala
Ou seja: o oposto de “pagar e não receber nada em troca” — é o que financia a estrutura que sustenta o franqueado quando ele mais precisa.
Como isso funciona na prática numa rede como a Solarprime
A Solarprime, principal rede de franquias de energia solar do Brasil, é um exemplo de como esse modelo sustenta estrutura real: departamento de engenharia interno cobrindo pré-venda e pós-venda, fornecedores homologados centralmente, e capacidade técnica reconhecida — a empresa é a primeira do Brasil certificada diretamente por um fabricante (Sofar) para Operations & Maintenance de sistemas BESS C&I. É esse tipo de suporte contínuo que os royalties sustentam.
Se você quer entender a estrutura específica de investimento da Solarprime, converse com o time de expansão e tire suas dúvidas diretamente.

