Qual a diferença entre geração, transmissão e distribuição de energia elétrica? - Solarprime

Qual a diferença entre geração, transmissão e distribuição de energia elétrica?

Qual a diferença entre geração, transmissão e distribuição de energia elétrica?
Para chegar à sua casa, a energia elétrica percorre um longo caminho. Ou seja, ocorrem os processos de geração, transmissão e distribuição de energia para que ela fique disponível para residências, indústrias e centros comerciais. Mas você sabe como isso acontece? Confira, no post a seguir, a diferença entre essas etapas e descubra de onde vem a energia que você consome. Veja também como o desenvolvimento de outras fontes energéticas tem oferecido uma opção mais sustentável para todos. Boa leitura!

Geração, transmissão e distribuição de energia — como elas se diferem?

Para começar, é muito importante entender a diferença entre geração, transmissão e distribuição de energia. Dessa forma, você não só saberá como ela chega até você, mas também poderá entender melhor a sua conta de luz e, consequentemente, as tarifas que fazem parte dela. A partir daí, fica mais fácil se planejar quanto aos gastos de energia e buscar opções que possam reduzir esses valores e poupar dinheiro.

Geração

Na fase de geração, ocorre um dos processos mais importantes: a captação de energia primária, que será transformada em energia elétrica. Sendo assim, as geradoras são responsáveis por “pegar” a energia de diversas fontes e realizar essa conversão. Para isso, elas podem utilizar determinadas opções, como:
  • águas de reservatórios;
  • gás;
  • vapor;
  • biomassa;
  • energia eólica dos ventos;
  • energia solar.
Nesse caso, a fonte vai depender muito da região e do tipo de geradora. Por exemplo, no Brasil, destacam-se as grandes hidrelétricas, como a Itaipu Binacional. Localizada no rio Paraná, ela atende a 15% da demanda de energia elétrica do Brasil e a 93% do Paraguai. Além disso, alcançou, em 2020, 2,7 bilhões de MWh produzidos desde a sua fundação em 1984 — quantidade que abasteceria o mundo inteiro por 43 dias. No entanto, além das hidrelétricas, outras fontes renováveis estão em pleno crescimento no Brasil. Aliás, todas elas, somadas, correspondem a 83% da matriz gerada. Dentre elas, destacam-se a energia eólica, presente principalmente no Nordeste, em alguns estados, como Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará e Piauí, correspondendo a 80% da produção desse tipo de energia no país — uma taxa que equivalia, em 2019, a 15 MW de potência instalada. Junto a ela, não fica atrás a energia solar. Afinal, nesse ano, as duas correspondiam a 10% da geração de energia nacional. Nesse caso, para a energia fotovoltaica, destaca-se a presença do “Cinturão Solar”; região que compreende desde o Nordeste até o Pantanal, onde estão instaladas as maiores usinas e os empreendimentos de energia solar, passando por determinados estados, como:
  • Bahia;
  • Ceará;
  • Piauí;
  • Minas Gerais;
  • São Paulo.
Contudo, não só as usinas são responsáveis pelo crescimento do setor. Afinal, a geração distribuída tem um papel importante na expansão do uso de energia solar, tendo chegado à marca histórica de 500 mil unidades geradoras no país.

Transmissão

Com toda essa energia elétrica produzida por diversas fontes, é preciso que ela chegue à casa dos consumidores. Para isso, inicia-se o importante processo de transmissão. Nessa etapa, a energia gerada é levada até centros consumidores de carga. Isso ocorre por meio de cabos aéreos, revestidos com materiais isolantes e presos a torres por todo o trajeto. Juntos, eles formam uma rede de transmissão. Em todo esse trajeto, para que a energia não se perca, ocorre a alteração da tensão em subestações. Ou seja, ao sair das geradoras, a tensão é alta. Mas, ao chegar aos centros consumidores, ela se torna baixa para que possa ser usada pela população. Nessa fase, os cabos também seguem de forma aérea ou subterrânea para formar os centros de distribuição. Para se ter uma ideia de como esse processo de transmissão é extremamente importante, foram falhas nessa etapa que causaram o apagão no estado do Amapá. Ocorrido em 2020, ele durou 22 dias, comprometeu 13 das 16 cidades do estado e colocou em situação de risco grande parte da população em plena pandemia. De forma resumida, a principal subestação do estado, responsável por baixar a tensão de energia antes de ser entregue às concessionárias de distribuição, teve os seus três transformadores comprometidos de uma só vez. Com indicações de negligência, principalmente pela falta de um transformador substituto, o sistema parou, afetando a distribuição de energia. Assim, foi preciso haver um transformador emprestado de Roraima, com a energia elétrica de duas termoelétricas, bem como a contratação de geradores para solucionar o problema em um primeiro momento.

Distribuição

Depois de ter a sua voltagem reduzida, torna-se responsabilidade das concessionárias fazer a distribuição da energia por suas linhas. Ou seja, fazer com que ela chegue efetivamente a cada residência ou empresa da cidade. Nesse caso, a energia ainda passa por mais uma redução nos transformadores instalados em postes nas ruas. Assim, ela pode chegar de forma segura e com a tensão ainda mais reduzida para que não ofereça riscos à população. São essas empresas distribuidoras que também fazem a medição da energia consumida e geram a sua conta de luz. Além disso, é importante notar que muitas concessionárias atuam nos três segmentos de geração, transmissão e distribuição de energia. Por exemplo, as empresas estatais Copel e Cemig — do Paraná e de Minas Gerais, respectivamente.

Como as energias limpas têm se desenvolvido nos últimos anos?

Como você viu, o Brasil tem um grande destaque em energias renováveis na geração, transmissão e distribuição de energia. Contudo, mais do que as grandes hidrelétricas, temos visto um grande avanço no uso de outras fontes. A energia solar, por exemplo, acaba de ultrapassar a marca de 8 GW de potência operacional, marco atingido pela produção tanto em usinas quanto na geração distribuída, formada por painéis solares instalados em residências, empresas, sítios e outros locais. Esse crescimento não só se destaca por sua rapidez — no final de 2020, a marca era de 7 GW —, mas também indica a estabilização desse setor, que apresenta vantagens tanto para as pessoas quanto para os empresários e para o meio ambiente. Afinal, sendo o Brasil um país com alta incidência solar, esse tipo de investimento tende a ser muito vantajoso, já que há boas perspectivas de retorno. Por isso, não é à toa que a previsão é de que o setor gere cerca de 147 mil novos empregos em 2021. Já em relação ao meio ambiente, cada vez mais, os diversos segmentos da sociedade buscam inserir uma energia de fontes renováveis para aproveitar os seus benefícios, bem como associar-se à preservação da natureza. Como exemplo, temos o projeto que visa a transformar o arquipélago de Fernando de Noronha no 1º lugar 100% sustentado por energia solar. Outro caso é o da varejista C&A, que objetiva construir as suas próprias usinas solares para o abastecimento de suas lojas. O processo de geração, transmissão e distribuição de energia é, basicamente, o mesmo para qualquer fonte e é fundamental conhecê-lo para saber de onde a sua conta de luz vem. Mas, além disso, é interessante ver como essa energia elétrica tem sido proveniente de fontes cada vez mais renováveis, que trazem benefícios para o meio ambiente e para o dia a dia das pessoas, inclusive, em relação à economia de seu consumo, como é o caso da energia solar. Quer saber mais sobre ela e como você pode atuar na área? Fale com a gente!
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