O mercado de energia solar é um dos mais promissores em todo o mundo, podendo contribuir para a melhoria da qualidade de vida e para a redução de custos para o consumidor — e, por isso, merece ser melhor abordado.

Ao longo deste post, você poderá descobrir as perspectivas para o setor, os desafios e diversos detalhes importantes para quem tem deseja conhecer melhor o mercado de energia solar. Continue com a leitura e se informe melhor!

Qual o atual cenário do mercado de energia solar?

O Brasil está se recuperando de uma forte crise econômica que mudou bastante os hábitos do consumidor. As dificuldades financeiras contribuíram para o desenvolvimento de uma consciência maior sobre os gastos, fazendo com que as pessoas buscassem por economia e pesquisassem novas formas de consumo.

Nesse cenário, o mercado de energia solar tem sido favorecido, pois se trata de uma alternativa que proporciona economia e sustentabilidade aos consumidores.

Assim, o uso de energia solar está em harmonia com alguns anseios da sociedade atual. Falamos de uma energia limpa, capaz de contribuir para a redução da degradação ambiental, e que traz uma economia expressiva no fim do mês para quem aposta nela.

A energia solar no mundo

Analisando o panorama mundial, podemos afirmar que a geração e o uso da energia solar já são um sucesso. Os Estados Unidos e a China lideram esse mercado e alguns países, como a Alemanha, possuem a meta de suprir 100% de sua necessidade energética com fontes renováveis.

O mundo tem percebido que o potencial energético do sol não pode ser ignorado, tendo em vista que essa é a fonte com maior capacidade energética disponível. Além do mais, a radiação solar que atinge a Terra, em um único dia, seria suficiente para suprir nossas necessidades energéticas por um ano.

É nesse contexto que os investimentos na área crescem ao redor do mundo. A maioria dos países está apostando na energia que vem do Sol e acreditando nessa fonte limpa, renovável e abundante.

Em todo o mundo, houve um crescimento de 50% na energia solar — grande parte desse número deve-se à corrida solar travada entre os Estados Unidos e a China. A Europa também não fica para trás e, em 2016, já havia ultrapassado o marco simbólico de 104 GW gerados. E mais: ainda tem a meta de aumentar a energia renovável para 30% até 2030.

A energia solar no Brasil

Assim como no cenário mundial, o Brasil também tem se entregado aos benefícios da energia solar. Atualmente, essa fonte renovável já está sendo utilizada em residências, comércios e indústrias, contribuindo para a economia dos brasileiros.

Não há como deixar de observar que o crescimento desse tipo de energia é constante e promissor, principalmente no público residencial. Até o final de 2018, mais de 40 mil sistemas fotovoltaicos foram instalados — e a projeção é de que esse número supere os 100 mil sistemas em uso no final de 2019.

Mas isso não é tudo! Os números são animadores e revelam uma expectativa de 174 mil novos sistemas em 2020 e de 886 mil para 2024. Ou seja, quem pensa em apostar nesse mercado pode aproveitar grandes oportunidades nos próximos anos.

Segundo um estudo divulgado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), 99% dos geradores de energia limpa instalados no país são de energia solar, seguida pela energia eólica.

É importante destacar que o grande volume dos sistemas é destinado às residências. O consumidor final brasileiro já está prestando atenção nessa maneira inteligente de reduzir a conta de energia elétrica. Porém, é essencial observar que a quantidade de energia gerada nos setores comercial e residencial é bem equilibrada, já que as empresas investem em sistemas mais complexos e potentes.

Estados que lideram a geração de energia solar

Além dessa análise a nível nacional, é importante apresentar os estados brasileiros que mais investem em energia solar e, portanto, podem ser considerados mercados férteis.

Minas Gerais é o líder dessa corrida, com quase 4.500 sistemas instalados em 2017. Em segundo lugar, temos o estado de São Paulo, com mais de 4 mil sistemas. Fechando o pódio, o estado do Rio Grande do Sul teve quase de 2.500 sistemas ativados.

A critério de informação, Roraima foi o estado que apresentou o menor desempenho e que mais ficou dependente de incentivos e empresas do setor para levar aos seus consumidores essa importante fonte de energia.

Como funcionam os incentivos fiscais para produção de energia solar?

A energia solar vem recebendo incentivos fiscais do Governo para se popularizar em nosso território. Essa é uma informação importante, afinal, estamos falando de isenções e de descontos em tributos, visando ao avanço da energia solar no país.

Mas não são só as empresas que estão sendo beneficiadas. O consumidor que investe na instalação de um sistema solar fotovoltaico também pode desfrutar de vantagens interessantes, além da clara redução em sua conta de energia elétrica.

Continue com a leitura e entenda melhor os incentivos existentes!

Resolução Normativa 482/12 e a micro e minigeração distribuída

Em 2012, foi publicada a Resolução Normativa 482 da Aneel, que criou o Sistema de Compensação de Energia Elétrica.

Em geral, esse projeto permite que o consumidor brasileiro instale seus próprios sistemas de geração de energia — especialmente os painéis solares fotovoltaicos — e troque energia com a distribuidora local de energia elétrica. Desde então, esse passou a ser um importante incentivo concedido ao público que resolveu fazer o investimento.

Em 2016, entrou em vigor uma atualização na regra, que diz o seguinte: quando o consumo em determinado mês for menor que a energia gerada, o consumidor ficará com um crédito para ser reduzido nas faturas seguintes. Além disso, esse crédito ficará ativo no prazo de 60 meses e poderá ser utilizado para abater na fatura de outra unidade do mesmo proprietário — desde que esteja localizada na área de atendimento da distribuidora.

Há, ainda, a possibilidade de vários consumidores se unirem para a “geração compartilhada”. Nesse caso, eles formariam uma espécie de consórcio ou cooperativa e dividiriam os créditos alcançados com a instalação e com o funcionamento da micro e minigeração distribuída.

Isenção do ICMS

O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) é um importante imposto estadual que incide sempre que alguma mercadoria ou serviço é movimentado ou executado dentro de um estado brasileiro.

Desse modo, em 2015, o Convênio ICMS 16 permitiu que esse tributo não fosse aplicado nas operações internas relacionadas à circulação de energia elétrica provenientes de sistemas de geração de energia solar.

Observe que se trata de uma autorização, e não uma obrigatoriedade. No entanto, atualmente, apenas os estados do Amazonas, Paraná e Santa Catarina não aderiram ao convênio. Nos demais estados do país a isenção já está em vigor. Entretanto, vale enfatizar que ela não se aplica ao Custo de Disponibilidade e, também, à Tarifa de Uso dos Sistemas Elétricos de Distribuição (TUSD).

Desoneração do PIS e COFINS

PIS e COFINS são tributos federais e não incidem sobre a energia injetada na rede. Ou seja, trata-se de mais uma maneira encontrada pelo Governo Federal para apoiar o setor e propagar a energia solar em todo o território nacional.

Esse benefício está em vigor desde outubro de 2015 e permite que o retorno de investimento no setor de energia solar fotovoltaica seja reduzido. Quem decide abrir o próprio negócio sabe o quanto isso é importante e assegura bons lucros em menos tempo em todos os ramos, como no mercado de energia solar.

Por que as empresas estão investindo nesse tipo de segmento?

Quem decide empreender precisa tomar várias decisões estratégicas relativas ao ramo de atuação e às maneiras inteligentes para o corte de gastos. 

Em geral, o que se observa é que ter um negócio de sucesso exige do empreendedor coragem, tempo, dedicação, recursos e inteligência de mercado. Pois bem! Sem uma boa análise do cenário e das oportunidades disponíveis, as chances de fracassar são grandes.

Conforme demonstrado, o mercado de energia solar está em expansão no país. Graças à sua excelente relação de custo-benefício, há uma forte tendência de que os sistemas se popularizem — e isso demonstra que a área pode render bons frutos aos empresários.

Esse cenário é, de fato, o maior encorajador de quem escolhe apostar no ramo. Afinal, atuar com uma tecnologia inovadora, que gera economia e ainda contribui para a preservação do planeta, é uma decisão inteligente e que está em harmonia com as necessidades da sociedade moderna.

A franquia de energia solar

Além de ser um ramo muito atrativo e promissor, o empreendedor que decide apostar nesse segmento tem muitos motivos para investir em uma franquia de energia solar.

Um dos maiores receios de quem nunca abriu uma empresa é não saber como lidar com as diversas responsabilidades e detalhes necessários ao funcionamento do negócio. Nesse aspecto, a franquia pode ser o meio mais fácil de se alcançar o sucesso.

Com um modelo de negócio já montado, uma marca estruturada no mercado e a oferta de um suporte de qualidade aos franqueados, adquirir uma unidade de franquia tem sido uma escolha recorrente entre os brasileiros.

Quem tem pouco domínio em gestão empresarial, medo de arriscar suas economias na abertura de um novo negócio e pouco conhecimento da área, receberá todo o apoio e todas as informações que são fundamentais para a abertura e a manutenção da sua unidade (e para que ela prospere, é claro!).

A franquia é uma empresa que já deu certo. Ou seja, ela passou por todas as fases de testes e já está bem solidificada no mercado, com uma marca que transmite credibilidade e confiança ao consumidor.

As empresas economizam com energia solar

Mesmo o empresário que atua em outro ramo, é capaz de encontrar, no mercado de energia solar, uma opção interessante de reduzir os custos de seu negócio. Afinal, o valor acumulado com a economia de energia elétrica é expressivo e contribui para o aumento de seus lucros.

Ao gerar sua própria energia, a empresa consegue operar de maneira mais segura (livre dos apagões) e reduz, drasticamente, o valor da fatura de energia — que pode chegar a 100%, graças aos créditos gerados quando não se utiliza toda a energia.

Quais os principais desafios para o segmento?

O mercado está aquecido, mas é preciso deixar claro que o segmento de energia solar também enfrenta alguns desafios para se expandir ainda mais no país — e parte deles está relacionada à maneira com que o Governo trata a questão.

Nem é preciso dizer que a predominância do clima tropical e a extensão territorial do Brasil são pontos positivos para a exploração dessa energia sustentável. No entanto, isso não é o suficiente para colocar o país entre os grandes geradores de energia limpa do mundo.

Prossiga com a leitura para entender os maiores desafios do setor!

Visão ultrapassada dos governos

Mesmo com os avanços relacionados aos incentivos fiscais para o setor de energia solar, o país ainda precisa evoluir bastante. Isso porque podemos observar uma visão ultrapassada do problema da geração de energia, que, infelizmente, ainda supervaloriza as hidrelétricas.

Muitos estados ainda não investem no potencial energético do sol e mantêm sua produção de energia, praticamente em sua totalidade, em sistemas que não trazem os mesmos benefícios — por esse motivo, apenas 0,01% da energia gerada no país é solar.

Essa situação coloca o Brasil em uma situação de desvantagem quando comparado aos demais países. Enquanto o mundo caminha e se esforça de maneira incisiva para aumentar a quantidade de sistemas instalados, nós ainda avançamos de forma discreta e lenta.

Baixo incentivo às empresas nacionais

Outro desafio a ser citado é o baixo incentivo às empresas nacionais que decidem investir nesse segmento. Empresas de fora do país estão se instalando e dominando os projetos maiores, visto que já estão acostumadas com a tecnologia no exterior.

Além disso, os acordos de fornecimento para grandes volumes de compras permitem que eles apresentem um preço final mais competitivo para a energia gerada, vencendo competidores nacionais em leilões.

Legislação em desacordo com a nova realidade mundial

Nossa legislação também não contribui de maneira significativa para o aumento da produção de energia solar no país. Mesmo com o discurso do Governo de que pretende incentivar esse ramo, algumas leis caminham em direção contrária.

Em agosto de 2017, por exemplo, uma medida provisória editada pelo presidente Michel Temer concedeu benefícios fiscais, parcelou dívidas e suspendeu a cobrança de impostos de empresas que atuam no setor petrolífero — o que pode ser apontado como uma incoerência com o cenário mundial.

Além disso, há a proposta de parlamentares para a cobrança de royalties na geração de energia eólica e no aumento da tributação para a energia solar. Ou seja, nossa legislação parece não estar de acordo com o discurso de valorização do potencial solar no país.

Nosso atual presidente beneficia e isenta combustíveis fósseis de tributos, e nossos deputados e senadores buscam tributar o vento e o sol. De fato, esse é um importante desafio a ser superado nos próximos anos.

Quais as oportunidades para esse negócio?

Mesmo com problemas e obstáculos a serem superados, há muito o que comemorar. O Brasil é um dos países que mais possuem condições de investir e produzir energia solar no mundo, e isso pode nos colocar entre os líderes mundiais.

O consumidor que está cansado de pagar contas de energia elétrica caras e acompanhar os sucessivos aumentos pelo noticiário, pode começar a visualizar uma luz no fim do túnel, pois as oportunidades para esse negócio são reais. Confira!

Será a energia com menor custo do mercado

Conforme vimos, o Brasil ainda está um pouco atrasado quando o tema é produção de energia solar. Porém, a expectativa é a de que, em menos de uma década, essa energia seja a opção com o menor custo do mercado, em grande parte do mundo.

Em 2016, por exemplo, o Chile e os Emirados Árabes fecharam contratos para vender a energia solar ao consumidor por menos de 3 centavos de dólar por cada kWh — o que representa metade do custo da energia gerada pelo carvão.

Os preços estão em queda e, em pouco tempo, poderemos desfrutar de um mercado de energia solar abundante e barata — tudo o que consumidor brasileiro mais deseja.

O setor está criando oportunidades de emprego

Os últimos anos estão sendo marcados por um aumento expressivo nas taxas de desemprego no Brasil. Em junho de 2018, o desemprego no país chegou a 12,7%, o que representa mais de 13 milhões de pessoas buscando uma vaga no mercado de trabalho.

Por outro lado, caminhando na contramão desse problema, o mercado de energia solar vem crescendo e aumentando seus índices de contratação. A Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar) acredita que a ampliação dos projetos no país resultará em um bom volume de oportunidades de emprego.

Em geral, para cada megawatt instalado, entre 20 e 30 postos de trabalho são criados. Como está previsto um aumento de 3,3 GW para esse ano, podemos dizer que teremos cerca de 60 a 90 mil novos empregados no mercado de energia solar.

A redução do custo da energia elétrica é um sonho distante

Outro fator que contribui para crescimento do mercado de energia solar no país é a ausência de previsão para redução do custo de energia elétrica. A crise hídrica de 2017 desencadeou a criação das bandeiras tarifárias e elas deverão continuar a existir por um bom tempo.

Como você sabe, a maior parte da energia produzida no país vem de hidrelétricas e termelétricas, e isso significa que o alto custo está relacionado à essa escassez de água. Por conta desse cenário, o consumidor está em busca de alternativas para reduzir custos — seja em sua residência, seja em sua empresa. Nesse sentido, já podemos observar um aumento expressivo na instalação de painéis solares.

A preocupação com o meio ambiente está crescendo

Em todo o mundo, a preocupação com a preservação do meio ambiente está crescendo e, claro, no Brasil, isso também já é uma realidade. O consumidor contemporâneo tem uma consciência maior dos impactos de suas escolhas sobre a natureza, e isso faz com que ele valorize meios alternativos e menos prejudiciais ao ecossistema.

A energia solar está se apresentando como uma opção real, pois não traz praticamente nenhum impacto negativo ao meio ambiente. Trata-se de uma energia totalmente limpa e amplamente disponível.

Para desfrutar desse potencial do mercado de energia solar, não é preciso devastar áreas verdes ou emitir gases tóxicos. As placas são instaladas de maneira rápida e prática, sem trazer danos à natureza e, por isso, está em harmonia com uma preocupação que é mundial.

O país possui um grande potencial solar

Por último, é necessário enfatizar o enorme potencial energético solar de nosso país. Estamos localizados em uma região do globo em que há uma alta incidência de radiação solar durante quase todo o ano, e isso nos torna privilegiados.

A insolação, no Brasil, é a segunda maior do planeta, perdendo apenas para a Austrália. A critério de exemplo, a Alemanha — um dos países que mais incentivam a produção de energia solar — tem um índice de irradiação de 900 a 1.250 kWh por metro quadrado por ano, enquanto o índice nacional fica em torno de 1.500 a 2.400 kWh.

Vale ressaltar que o local de pior incidência solar do país, localizado no estado do Paraná, tem uma irradiação de 1.500 kWh a cada metro quadrado, ou seja, já é superior ao que encontrado na Alemanha.

Conclusão

Ao longo deste post, procuramos trazer informações atualizadas e importantes sobre o mercado de energia solar no Brasil. Conforme visto, esse setor promete crescer bastante nos próximos anos e proporcionar mais conforto e economia a milhares de brasileiros.

Os desafios e as oportunidades apresentadas demonstram que, como qualquer segmento, o caminho para o sucesso é longo e repleto de obstáculos, mas as projeções são animadoras e colocarão o Brasil em uma posição de destaque no mundo.

Dessa forma, o consumidor que pensa em investir na geração de energia solar pode fazer isso de maneira tranquila e segura. Esse é um potencial energético abundante, renovável, sustentável e com um excelente custo-benefício.

Portanto, o mercado de energia solar está caminhando a passos largos para um futuro em que as altas contas de energia elétrica deixarão de ser um problema.

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