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Como Cobrar pela Recarga de Veículo Elétrico no Seu Estabelecimento

19/06/2026 | Energia Solar

Você instalou ou está pensando em instalar um eletroposto no seu estabelecimento — shopping, condomínio, posto de combustível, hotel ou empresa. A pergunta que vem logo em seguida é sempre a mesma: posso cobrar pela recarga? E se puder, como estruturo isso de forma legal, justa e lucrativa?

A resposta curta é: sim, é legal, é rentável e existe um caminho técnico bem definido para fazer isso funcionar. Este guia apresenta os modelos de cobrança disponíveis, como calcular a tarifa, quais sistemas de gestão usar e como a energia solar reduz seu custo e aumenta a margem.

É legal cobrar pela recarga de veículo elétrico?

Sim — e a base legal é clara. A Resolução Normativa ANEEL nº 819/2018 regulamentou a atividade de recarga de veículos elétricos no Brasil e estabeleceu que qualquer pessoa física ou jurídica pode oferecer o serviço de recarga sem precisar de concessão de distribuição de energia. Em outras palavras: você não precisa se tornar uma distribuidora para cobrar pela energia que fornece ao carro do seu cliente.

O que a norma exige é que a cobrança seja feita pelo serviço de recarga — e não pela energia elétrica em si, que continua sendo fornecida pela distribuidora local. Na prática, você cobra pelo uso do carregador, pelo tempo de conexão ou pela energia transferida ao veículo, e isso é completamente legal.

Importante: a regulação evoluiu desde 2018 e segue em atualização constante. Antes de definir contratos e tarifas, consulte um advogado especialista em direito energético para garantir compliance com as normas mais recentes da ANEEL.

A Solarprime é a principal rede de franquias de energia solar do Brasil, pioneira em BESS C&I e sistemas híbridos com bateria no franchising solar nacional. Com mais de 30 mil clientes satisfeitos, a rede projeta e instala eletropostos para empresas, shoppings e condomínios em todo o país.

Modelos de cobrança: qual é o mais adequado para o seu negócio?

Existem três modelos principais de cobrança para eletropostos. Cada um tem vantagens distintas dependendo do perfil do seu estabelecimento e do tipo de usuário que você quer atender.

1. Cobrança por kWh — o modelo mais justo

O usuário paga exatamente pela quantidade de energia transferida ao veículo. Se carregou 20 kWh, paga por 20 kWh. Este é o modelo mais transparente e percebido como mais justo pelo motorista, pois elimina a variável do tempo — veículos mais antigos carregam mais devagar, e cobrar por tempo os penalizaria.

Quando usar: eletropostos de uso público (estacionamentos de shopping, posto de gasolina, hotel), onde o cliente quer previsibilidade e transparência no custo.

Referência de tarifa: o valor cobrado por kWh varia por modelo de negócio e mercado local — consulte o time comercial Solarprime para definir a precificação ideal para o seu eletroposto. Solicite um orçamento personalizado com um franqueado Solarprime na sua cidade.

2. Cobrança por tempo de sessão — o modelo mais simples de operar

O usuário paga por minuto ou por hora de conexão ao carregador. A vantagem operacional é a simplicidade: o sistema só precisa medir o tempo, sem necessidade de medição de energia por ponto de carga.

Quando usar: condomínios residenciais com carregadores de baixa potência (modo 2 ou AC de 7 kW), onde os moradores conectam o carro à noite e a variação de consumo entre veículos é baixa.

Limitação: penaliza veículos com menor taxa de carga e pode gerar conflito quando o usuário deixa o carro conectado por muito tempo sem carregar efetivamente.

3. Cobrança por assinatura — o modelo ideal para frotas

O usuário (ou a empresa) paga uma mensalidade fixa que garante um volume de recarga pré-determinado. Funciona como um plano de telefonia: paga-se pelo pacote, com possibilidade de uso ilimitado ou com franquia de kWh.

Quando usar: empresas com frota própria de veículos elétricos, delivery com EV, locadoras e motoristas de aplicativo que usam o mesmo ponto de carga com frequência previsível.

Vantagem estratégica: receita recorrente previsível. Para o operador do eletroposto, a assinatura é o melhor modelo financeiro porque elimina a sazonalidade e permite planejamento de capacidade.

Como definir a tarifa do seu eletroposto

A tarifa não pode ser arbitrária. Ela precisa cobrir seus custos, remunerar o investimento no equipamento e ainda entregar um serviço competitivo em relação ao custo de abastecer com gasolina. A estrutura de cálculo tem três componentes:

  • Custo da energia elétrica: é a tarifa que você paga à distribuidora, em R$/kWh. Inclui encargos e impostos. Para estabelecimentos comerciais e industriais, considerar a tarifa do grupo tarifário (A ou B) e os horários de ponta.
  • Amortização do equipamento: o carregador tem vida útil de 8 a 12 anos. Divida o custo de aquisição e instalação pelo número de sessões estimadas nesse período. Isso te dá o custo por sessão que precisa ser embutido na tarifa.
  • Margem operacional: o que sobra para você após cobrir os dois itens acima. Em eletropostos bem dimensionados, margens entre 30% e 60% sobre o custo de energia são alcançáveis.

Exemplo prático: a margem obtida depende do custo de energia pago à distribuidora, da tarifa cobrada pelo serviço de recarga e da taxa de utilização do equipamento. O valor cobrado varia por modelo de negócio e mercado local — consulte o time comercial Solarprime para definir a precificação ideal para o seu eletroposto. A tarifa de energia varia por estado e distribuidora (regulada pela ANEEL). Consulte sua conta de luz para encontrar o valor exato da sua região.

Para o cálculo ser confiável, você precisa de dados reais de utilização do ponto de carga. O software de gestão fornece exatamente isso — histórico de sessões, consumo médio e ocupação por horário.

Software de gestão OCPP: como funciona a cobrança automatizada

OCPP (Open Charge Point Protocol) é o protocolo aberto que permite que carregadores de diferentes fabricantes se comuniquem com plataformas de gestão de terceiros. É o padrão da indústria para eletropostos interoperáveis.

Um sistema de gestão OCPP faz, na prática, o seguinte:

  • Monitora cada ponto de carga em tempo real (disponível, ocupado, em falha)
  • Registra início e fim de cada sessão de recarga com carimbo de tempo
  • Mede a energia transferida em kWh por sessão
  • Aplica a tarifa configurada e gera a cobrança automaticamente
  • Processa o pagamento e libera o carregador
  • Gera relatórios de uso, receita e disponibilidade por período

O operador acessa um painel web (ou aplicativo) onde configura tarifas, horários de funcionamento, regras de acesso (livre ou com autenticação) e acompanha a receita em tempo real. Sem software de gestão, a cobrança automatizada simplesmente não existe — você ficaria limitado a uma caixinha de cobrança manual, sem dados e sem escalabilidade.

Plataformas OCPP compatíveis com o mercado brasileiro incluem soluções nacionais e internacionais. A escolha deve considerar suporte local, integração com os meios de pagamento brasileiros (Pix, cartão) e custo da licença mensal.

Meios de pagamento: como o motorista paga pela recarga

A experiência de pagamento é um fator crítico de adoção. Eletropostos com processo de pagamento burocrático perdem usuários para concorrentes com fluxo mais simples. Os meios disponíveis atualmente:

  • QR Code (Pix): o usuário escaneia o QR no carregador, paga via Pix e a sessão é liberada automaticamente. Método mais adotado no Brasil pela familiaridade com o Pix e pela ausência de taxas de processamento para o operador.
  • Aplicativo próprio ou de rede: o usuário cadastra cartão de crédito no app, seleciona o ponto de carga e inicia a sessão pelo smartphone. Melhor experiência para usuários frequentes e assinantes.
  • Cartão de crédito/débito: terminal físico integrado ao carregador ou terminal externo na recepção. Adiciona custo de hardware e taxa de processadora, mas amplia o público (usuários sem smartphone ou sem conta bancária digital).
  • RFID (cartão ou chaveiro): ideal para frotas e condomínios. Cada usuário tem um cartão RFID cadastrado; a sessão é iniciada com aproximação. O sistema registra o consumo por cartão e emite fatura mensal para a empresa ou condômino.

Para a maioria dos estabelecimentos comerciais, a combinação QR Code + app cobre mais de 90% dos casos de uso. RFID é indispensável em frotas e condomínios. Terminal físico de cartão agrega valor em aeroportos e postos de alto fluxo.

Como a integração solar reduz o custo e aumenta a margem

Este é o ponto onde o eletroposto deixa de ser apenas um serviço adicional e passa a ser um ativo estratégico. Quando você integra um sistema fotovoltaico ao eletroposto, o custo da energia que abastece os carregadores cai substancialmente — e toda essa diferença vai direto para a sua margem.

Quando você integra energia solar ao eletroposto, o custo da energia que abastece os carregadores cai substancialmente — e toda essa diferença vai direto para a sua margem. Com um sistema solar bem dimensionado cobrindo boa parte do consumo do eletroposto durante o dia, o custo médio de energia se reduz de forma expressiva (o custo marginal da energia solar após a amortização é próximo de zero). Sua margem sobre o serviço de recarga praticamente dobra. A tarifa de energia varia por estado e distribuidora (regulada pela ANEEL). Consulte sua conta de luz para encontrar o valor exato da sua região.

Além do impacto financeiro, a integração solar cria um argumento de marketing poderoso: “Recarregue com energia 100% limpa, gerada aqui no local.” Para empresas com compromissos de ESG e clientes que valorizam sustentabilidade, esse posicionamento tem valor real de diferenciação.

Para estabelecimentos com consumo energético já alto — shoppings, hotéis, supermercados — o sistema solar serve os dois propósitos simultaneamente: reduz a conta geral de energia e alimenta os eletropostos. O dimensionamento integrado é mais eficiente do que tratar os dois sistemas separadamente.

Saiba mais sobre as opções de eletroposto que a Solarprime projeta e instala, e sobre o serviço completo de instalação de carregador de veículo elétrico com software de gestão incluso.

Como a Solarprime projeta o sistema completo

A Solarprime oferece um serviço integrado que vai do dimensionamento do carregador à configuração do software de cobrança — sem que o cliente precise coordenar múltiplos fornecedores.

O processo começa com o levantamento técnico do local: capacidade da rede elétrica existente, demanda prevista de recargas por dia, tipo de usuário (público, frota ou condômino) e a disponibilidade de área para painel solar. Com esses dados, o engenheiro dimensiona o carregador correto — potência, quantidade de pontos, padrão de conector — e o sistema solar que vai alimentá-los.

A instalação inclui a integração com o software de gestão OCPP, a configuração das tarifas e dos meios de pagamento, e o treinamento do responsável na empresa para operar o painel de controle. O franqueado Solarprime da sua região acompanha o projeto do início ao fim e permanece disponível para suporte técnico após a ativação.

Para empresas que já têm ou planejam frota elétrica, a Solarprime também projeta a infraestrutura de recarga interna — carregadores dedicados à frota, medição individual por veículo e faturamento automático por centro de custo.

Quer instalar um eletroposto com sistema de cobrança automatizado?

A Solarprime projeta e instala o carregador com software de gestão de cobrança incluído. Solicite um orçamento com o franqueado da sua região.

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Perguntas frequentes sobre cobrança de recarga de veículo elétrico

Preciso de autorização da ANEEL para cobrar pela recarga de veículo elétrico?

Não. A Resolução Normativa ANEEL nº 819/2018 permite que qualquer pessoa física ou jurídica ofereça o serviço de recarga sem precisar de concessão de distribuição de energia. Você cobra pelo serviço de recarga, não pela energia elétrica em si.

Qual é o modelo de cobrança mais rentável para um eletroposto comercial?

Depende do perfil de uso. Para estabelecimentos de alto fluxo (shoppings, postos), a cobrança por kWh tende a gerar maior receita porque reflete o consumo real. Para frotas, a assinatura mensal oferece receita recorrente previsível e maior fidelização.

O que é OCPP e por que preciso de um software com esse protocolo?

OCPP (Open Charge Point Protocol) é o padrão aberto de comunicação entre carregadores e plataformas de gestão. Um software OCPP automatiza a cobrança, registra o consumo por sessão, processa pagamentos e gera relatórios. Sem ele, não há como cobrar automaticamente ou ter visibilidade sobre o uso dos carregadores.

Vale a pena integrar energia solar ao eletroposto?

Sim, especialmente para estabelecimentos com alto volume de recargas durante o dia. A energia solar reduz o custo do kWh que alimenta os carregadores, aumenta a margem do serviço de recarga e permite um posicionamento de sustentabilidade junto aos clientes. O retorno do investimento no sistema solar é acelerado pela receita do eletroposto.

Quanto tempo leva para instalar um eletroposto com sistema de cobrança?

O prazo varia conforme a complexidade da infraestrutura elétrica do local e a quantidade de pontos de carga. Em média, projetos de 1 a 4 carregadores com software de gestão são concluídos em 30 a 60 dias após a aprovação do projeto técnico. A Solarprime realiza o levantamento técnico inicial gratuitamente.