Para abrir uma empresa de energia solar no Brasil, o checklist da Solarprime tem oito itens: CNPJ com o CNAE 4321-5/00, cuja lista oficial de atividades inclui a instalação de painéis solares fotovoltaicos; registro da empresa no CREA (ou no CRT); responsável técnico com ART ou TRT em cada obra; homologação de cada sistema na distribuidora, pelas regras da Lei nº 14.300/2022 e da Resolução Normativa ANEEL nº 1.000/2021; equipe treinada em NR-10 e NR-35; equipamentos com registro no Inmetro; seguros; e capital de giro. Quem abre como franquia Solarprime também abre a própria empresa, mas conta com a engenharia central da rede para projeto e homologação e recebe os kits de equipamentos da franqueadora. A tabela abaixo mostra cada item nos dois caminhos, e os 7 passos vêm em seguida.
A pergunta “como abrir uma empresa de energia solar” tem duas respostas honestas. Uma é técnica: o que a lei e as normas exigem de quem projeta e instala. A outra é de negócio: como conseguir vender o suficiente para a empresa ficar de pé. As duas aparecem abaixo, sem projeção de faturamento, porque esse número depende da sua execução, da sua região e do seu capital.
Checklist de registros: abrir do zero ou como franquia Solarprime
| Registro ou requisito | O que a lei e as normas exigem | Abrir do zero | Abrir como franquia Solarprime |
|---|---|---|---|
| 1. CNPJ e CNAE | Inscrição no CNPJ com o CNAE 4321-5/00 (instalação e manutenção elétrica). A lista oficial de atividades dessa subclasse inclui a instalação de painéis solares fotovoltaicos em instalações prediais. Quem projeta costuma somar o 7112-0/00; quem revende material, o 4742-3/00. Base: CNAE-Subclasses (IBGE/CONCLA) e inscrição na Receita Federal | Você define os CNAEs com o contador, abre o CNPJ e tira o alvará municipal | Também obrigatório: o franqueado abre a própria empresa (CNPJ, CNAEs, contador e alvará). A franquia não substitui esse passo |
| 2. Registro no CREA (ou CRT) | Empresa que executa obras ou serviços de engenharia só pode iniciar as atividades depois de registrada no conselho regional, com os profissionais do seu quadro técnico. Com técnico industrial como responsável, o registro é no CRT. Base: Lei nº 5.194/1966, art. 59; Lei nº 13.639/2018 | Registro da empresa e do responsável técnico no CREA do seu estado antes da primeira obra | Vale para a empresa do franqueado que executa obras. Na Solarprime, o franqueado executa os projetos até 75 kW, e de 75 kW a 300 kW com suporte obrigatório da franqueadora; acima de 300 kW e BESS C&I, quem executa é a franqueadora |
| 3. Responsável técnico e ART | Engenheiro eletricista (CREA) ou técnico em eletrotécnica (CRT), dentro das atribuições de cada um. Todo contrato de obra ou serviço de engenharia fica sujeito à Anotação de Responsabilidade Técnica (ART); o técnico emite o Termo de Responsabilidade Técnica (TRT). Base: Lei nº 6.496/1977, art. 1º; Decreto nº 90.922/1985 | Você é o responsável técnico ou contrata um, e emite ART ou TRT em cada projeto e instalação | A engenharia central da Solarprime faz dimensionamento, projeto e homologação, de uso obrigatório a partir de 75 kW. Confirme na COF como fica a responsabilidade técnica de cada obra |
| 4. Homologação na distribuidora | Solicitação de acesso de cada sistema de micro ou minigeração, com projeto e documentos exigidos pela distribuidora, vistoria e adequação do medidor. O orçamento de conexão é gratuito. Base: Lei nº 14.300/2022; REN ANEEL nº 1.000/2021, com a redação da REN nº 1.059/2023 | Você aprende os formulários e prazos de cada distribuidora em que vai atuar | A engenharia central da Solarprime cuida do projeto e da homologação, de uso obrigatório a partir de 75 kW |
| 5. Segurança da equipe | Treinamento em segurança em instalações elétricas e em trabalho em altura para quem instala. Base: NR-10 e NR-35 (Ministério do Trabalho e Emprego) | Você treina e recicla a equipe própria ou exige o treinamento da equipe terceirizada | Continua valendo para quem instala nas obras executadas pelo franqueado |
| 6. Equipamentos | Módulos e inversores com registro no Inmetro, conferido pela distribuidora na análise do projeto, e instalação conforme a ABNT NBR 16690 | Você negocia com distribuidores, sem escala de compra | A Solarprime fornece os kits fotovoltaicos (módulos, inversores e componentes) |
| 7. Seguros | Nenhuma das normas acima exige um seguro específico para abrir a empresa. Seguro de responsabilidade civil, de obra e de equipamentos é decisão de gestão e pode ser exigido em contrato por clientes empresariais | Você decide e contrata as apólices | Também é decisão da empresa do franqueado. Confira na COF o que a rede exige ou recomenda |
| 8. Capital de giro | Reserva para os meses em que a empresa já tem custo e ainda está formando a carteira de clientes. Não existe valor oficial de referência | Você calcula sozinho, somado a abertura, ferramentas, equipe e marketing | Não incluído no investimento inicial da Solarprime (Prime Way: R$ 30 mil; Prime Store: R$ 124 mil a R$ 154 mil). A COF traz a orientação de reserva |
Referência Solarprime: checklist elaborado pela Solarprime a partir das normas citadas, conferidas em 23/10/2026: CNAE-Subclasses (IBGE/CONCLA), Lei nº 5.194/1966, Lei nº 6.496/1977, Lei nº 13.639/2018, Decreto nº 90.922/1985, Lei nº 14.300/2022 e REN ANEEL nº 1.000/2021. Procedimentos de registro variam por estado: confirme no CREA ou no CRT da sua região.
Os requisitos técnicos não mudam com o tamanho da empresa. Uma instaladora de duas pessoas e uma rede nacional respondem às mesmas regras de responsabilidade técnica e de conexão. O que muda é quem faz cada parte e quanto custa errar.
Os 7 passos para abrir uma empresa de energia solar
A Solarprime é a primeira e principal rede de franquias de energia solar e soluções em energia, fundada em 2014, com mais de 80 unidades e mais de 30 mil clientes. Pioneira e especialista em Sistemas BESS C&I. Franqueadora desde 2016, a rede forma empreendedores sem experiência prévia no setor e apoia o franqueado com engenharia, treinamento e suporte comercial em todo o país.
1. Escolha o modelo de atuação
Antes do CNPJ, decida o que a empresa vai fazer: só vender e terceirizar a instalação, vender e instalar, ou também projetar. Cada escolha muda o CNAE, a necessidade de responsável técnico no quadro e o tamanho da equipe. Defina também o público: residências, comércios, propriedades rurais ou empresas de maior porte.
2. Abra a empresa com o CNAE correto
Com o contador, escolha a natureza jurídica, o regime tributário e os CNAEs. O 4321-5/00 cobre a instalação de painéis fotovoltaicos em edificações. Se a empresa também elabora projetos, inclua o 7112-0/00. Confirme no município o alvará e as licenças para a atividade.
3. Garanta o responsável técnico e o registro no conselho
Registre a empresa no CREA (ou no CRT, se o responsável for técnico industrial) com o profissional que vai assinar os projetos. Ele pode ser sócio ou contratado, mas precisa responder tecnicamente pelos serviços. Cada projeto sai com ART ou TRT.
4. Treine a equipe de instalação
Quem sobe no telhado e mexe no quadro elétrico precisa de treinamento em NR-10 e NR-35, equipamentos de proteção e procedimento de trabalho. Acidente em obra é o tipo de problema que fecha empresa pequena.
5. Domine o processo de conexão na distribuidora
Todo sistema conectado à rede passa por solicitação de acesso à distribuidora, que analisa o projeto e só depois faz a vistoria e a troca ou adequação do medidor. Cada distribuidora tem seus formulários e prazos dentro das regras da ANEEL. Atraso nessa etapa vira atraso no pagamento e cliente insatisfeito.
6. Escolha fornecedores e uma forma de garantir o pós-venda
Distribuidores de equipamento, prazo de entrega, condição de pagamento e, principalmente, o que acontece quando um inversor dá defeito. Sem volume de compra, a pequena empresa costuma ter preço pior e menos força para acionar garantia. Planeje também o pós-venda: monitoramento, manutenção e atendimento a chamados.
7. Monte o comercial e calcule o capital de giro
Marca, presença digital, orçamento, contrato e financiamento para o cliente. Calcule o capital de giro para cobrir os meses em que a empresa já tem custo e ainda está construindo a carteira. Esse é o passo em que mais empresas novas travam.
O que a Lei 14.300/2022 muda para quem vende energia solar
A Lei nº 14.300, publicada em 7 de janeiro de 2022, é o marco legal da micro e minigeração distribuída. Quem abre uma empresa no setor precisa explicar essas regras ao cliente com precisão:
- Microgeração é a central de até 75 kW; minigeração vai acima de 75 kW até 3 MW para fontes não despacháveis, como a solar (art. 1º).
- Sistemas que já existiam na publicação da lei, ou que protocolaram a solicitação de acesso em até 12 meses depois dela, mantêm as regras anteriores de compensação até 31 de dezembro de 2045 (art. 26).
- Para os sistemas que pediram conexão depois disso, uma parte das componentes tarifárias de distribuição passa a incidir sobre a energia compensada, em escala: 15% em 2023, 30% em 2024, 45% em 2025, 60% em 2026, 75% em 2027 e 90% em 2028, e, a partir de 2029, a regra definitiva do art. 17 (art. 27).
Na prática, isso exige dimensionamento mais cuidadoso e conversa franca com o cliente sobre o quanto a geração vai compensar na conta. O texto da lei está no portal da legislação federal (gov.br).
Abrir do zero ou entrar em uma franquia: o que muda na operação
| Ponto | Empresa própria, do zero | Franquia Solarprime |
|---|---|---|
| Abertura da empresa | CNPJ, contador, alvará | Também: o franqueado abre a própria empresa (CNPJ, contador, alvará) |
| Conhecimento técnico | Você contrata ou é o responsável técnico e aprende dimensionamento, normas e conexão | Treinamento inicial presencial e on-line; engenharia central para dimensionamento, projeto e homologação, obrigatória a partir de 75 kW; experiência prévia em energia solar não é exigida |
| Equipamentos | Você negocia com distribuidores, sem escala de compra | A franqueadora fornece os kits fotovoltaicos (módulos, inversores e componentes) |
| Contrato e cobrança | Você estrutura contrato, cobrança e inadimplência | Venda registrada na plataforma da rede, com contrato digital e cobrança feitos pela franqueadora |
| Geração de clientes | Marca nova, sem histórico; você monta o marketing | Marca da rede, tráfego pago gerenciado pela franqueadora, página de captação própria e CRM |
| Projetos grandes | Dependem da sua estrutura e do seu capital | Acima de 300 kW e BESS C&I (armazenamento em baterias para empresas): projeto e execução pela franqueadora, com o franqueado acompanhando o cliente |
| Custos de entrada | Abertura, ferramentas, equipe, marketing e capital de giro, sem taxa de franquia | Prime Way: R$ 30 mil de investimento inicial (taxa de franquia), sem ponto comercial fixo. Prime Store: R$ 124 mil a R$ 154 mil, com loja. Capital de giro não incluído; taxas recorrentes descritas na COF |
| Liberdade | Total: marca, fornecedor e preço são seus | Você segue os padrões, processos e fornecedores da rede, previstos em contrato |
A franquia não elimina as exigências legais de quem abre uma empresa. Ela muda quem faz a parte técnica, quem compra os equipamentos e de onde vêm os clientes. Na COF de qualquer rede, confira como essas responsabilidades ficam divididas entre a sua empresa e a franqueadora.
Quando a franquia faz sentido (e quando não faz)
Faz sentido para quem tem perfil comercial, quer entrar no setor sem formação em engenharia, prefere usar uma marca e uma estrutura que já existem e aceita seguir processos definidos pela rede. Também faz sentido para quem quer oferecer ao cliente mais do que painel no telhado, como sistemas com bateria e armazenamento para empresas, sem montar essa engenharia sozinho.
Não faz sentido para quem quer decidir sozinho fornecedor, preço e marca, para quem já tem equipe técnica e carteira de clientes e só precisaria de um distribuidor, ou para quem não pode dedicar tempo à operação. Na Solarprime, todos os sócios precisam atuar no negócio: sócio apenas investidor não é aceito.
Um dado ajuda a pesar o risco de ir sozinho: segundo estudo da Greener sobre geração distribuída referente ao 1º semestre de 2024, 83% dos integradores já atenderam “clientes órfãos”, pessoas que ficaram sem suporte porque a empresa que instalou o sistema deixou o mercado. Pós-venda é parte do produto, e quem abre uma empresa precisa planejar como vai sustentá-lo por anos.
Se você vai comparar redes, use os 8 critérios para comparar franquias de energia solar. Para ver a franquia Solarprime por inteiro, leia o guia oficial da franquia Solarprime e quanto custa abrir uma franquia Solarprime. A comparação de risco entre os dois caminhos está em franquia ou empresa pequena de energia solar.
Quer abrir sua empresa de energia solar com uma rede por trás?
Cadastre-se no processo seletivo. O time de expansão da Solarprime explica os dois modelos, avalia a sua cidade e encaminha a Circular de Oferta de Franquia antes de qualquer compromisso.
Perguntas frequentes sobre como abrir uma empresa de energia solar
Qual o CNAE para empresa de instalação de energia solar?
O mais usado é o 4321-5/00 (instalação e manutenção elétrica): a lista oficial de atividades dessa subclasse, do IBGE, inclui a instalação de painéis solares fotovoltaicos em instalações prediais. É o primeiro item do checklist da Solarprime. Empresas que também fazem projetos costumam incluir o 7112-0/00 (serviços de engenharia). Confirme a combinação com o seu contador.
Empresa de energia solar precisa de registro no CREA?
Sim, se a empresa executa obras ou serviços de engenharia, como a instalação de sistemas fotovoltaicos. A Lei nº 5.194/1966 (art. 59) exige o registro da empresa e dos profissionais do seu quadro técnico no conselho regional antes do início das atividades. Com técnico industrial como responsável, o registro é no CRT. No checklist da Solarprime, é o primeiro registro depois do CNPJ.
Preciso ser engenheiro para abrir uma empresa de energia solar?
Não precisa ser você, mas a empresa precisa de um responsável técnico habilitado: engenheiro eletricista registrado no CREA ou técnico em eletrotécnica registrado no CRT, dentro das atribuições de cada um. Cada projeto sai com ART ou TRT.
Técnico em eletrotécnica pode assinar projeto de energia solar?
Pode, dentro das atribuições do conselho. O Decreto nº 90.922/1985 permite ao técnico em eletrotécnica projetar e dirigir instalações elétricas com demanda de até 800 kVA. Acima disso, ou fora das atribuições, o projeto exige engenheiro.
Como funciona a homologação de um sistema solar na distribuidora?
A empresa faz a solicitação de acesso com o projeto e os documentos exigidos pela distribuidora, que analisa, aprova, vistoria a instalação e adequa o medidor. As regras estão na Lei nº 14.300/2022 e na Resolução Normativa ANEEL nº 1.000/2021, que incorporou as normas de geração distribuída pela REN nº 1.059/2023. Na franquia Solarprime, a engenharia central da rede faz o projeto e a homologação, de uso obrigatório a partir de 75 kW.
O que mudou com a Lei 14.300 para quem vende energia solar?
Sistemas que pediram conexão depois de janeiro de 2023 passaram a pagar uma parte crescente das componentes tarifárias de distribuição sobre a energia compensada: 60% em 2026, 75% em 2027 e 90% em 2028. Quem tinha sistema ou pediu acesso até 12 meses após a publicação da lei mantém as regras anteriores até 2045.
Quanto custa abrir uma franquia de energia solar Solarprime?
Na Solarprime, o Prime Way, sem ponto comercial fixo, tem investimento inicial de R$ 30 mil. O Prime Store, com loja física, tem investimento total estimado de R$ 124 mil a R$ 154 mil. O capital de giro não está incluído em nenhum dos dois.
Quanto fatura uma empresa de energia solar?
Não existe número confiável que valha para todos. O resultado depende do porte dos projetos, da região, da equipe e do capital de giro. A Solarprime não divulga projeção de faturamento nem prazo de retorno da franquia.

