A tarifa branca foi criada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para estabelecer valores diferentes de cobrança com base nos horários de consumo de energia dos imóveis.

Os horários de pico demandam um investimento maior na ampliação da infraestrutura da rede por parte das distribuidoras. Por essa razão, a tendência é que o custo para utilização da eletricidade nesses períodos seja mais caro do que fora do pico.

Leia este blog post para conseguir avaliar se a tarifa branca representa ou não opção vantajosa para o seu bolso!

O que é a tarifa branca?

A tarifa branca foi regulamentada pelo artigo 56-A da Resolução 414/2010 da Aneel. Chamada oficialmente de modalidade tarifária horária branca, essa tarifa possibilita a cobrança de valores diferenciados, aplicados de acordo com o consumo de energia elétrica e em quais momentos do dia essa energia é utilizada.

O modelo tarifário convencional continuará existindo. A ideia da tarifa branca é fornecer ao consumidor uma nova opção de cobrança, caso ele avalie que essa modalidade seja mais vantajosa para os seus hábitos de consumo. Portanto, quem decide se quer aderir à tarifa branca é o próprio consumidor.

Como é a variação dos valores e da cobrança?

Para calcular a tarifa branca, a Aneel fez a divisão dos dias úteis em três períodos diferentes, de modo a atuarem como referência tarifária:

  • período de ponta: são as 3 horas diárias de maior consumo de energia de cada região;
  • período intermediário: são as horas conjugadas ao horário de ponta;
  • período “fora de ponta”: é o horário que fica de fora dos períodos de ponta e intermediário. Por ser de menor consumo, é a tarifa mais barata.

Cabe a cada distribuidora de energia definir o horário específico de cada período citado acima, sendo que a Aneel faz a homologação das revisões tarifárias das distribuidoras, normalmente, a cada 5 anos. Você pode consultar a tarifa da sua distribuidora diretamente no site da Aneel.

Vale ressaltar que os feriados nacionais e os finais de semana estão incluídos no período fora de ponta, ou seja, da tarifa mais baixa.

Quem pode aderir à tarifa branca?

Os imóveis que fazem parte do grupo B (baixa tensão) e as unidades consumidoras pertencentes ao grupo A (alta tensão), mas que optam pela tarifa de baixa tensão, podem aderir à tarifa branca.

Para isso, é preciso seguir o cronograma de adesão determinado pela Aneel, conforme abaixo:

  • a partir de 2018: novas solicitações de fornecimento e UCs atendidas com média anual de consumo acima de 500 kWh;
  • a partir de 2019: novas solicitações de fornecimento e UCs atendidas com média anual de consumo acima de 250 kWh;
  • em 2020: qualquer imóvel.

As unidades consumidoras que estão inscritas na Tarifa Social para baixa renda e a iluminação pública não têm permissão para optar pela modalidade tarifária horária branca.

Para aderir a esse tipo de tarifa, você precisa entrar em contato com a distribuidora de energia elétrica da sua região para informar a sua decisão. A distribuidora, por sua vez, terá o prazo de 30 dias para inserir o seu imóvel nesse novo modelo de cobrança.

Caso você escolha trocar a cobrança da sua conta de luz para a tarifa branca, saiba que terá o direito de voltar à modalidade tarifária convencional monômia a qualquer momento. Porém, para aderir novamente à tarifa branca, será necessário esperar 6 meses.

Como saber se a tarifa branca é vantajosa ou não para você?

A tarifa branca é vantajosa para quem tem horários flexíveis de consumo de energia. Ou seja, caso você gaste mais eletricidade durante o dia e consiga controlar seu consumo no período noturno, essa mudança pode ser benéfica para o seu bolso.

Por essa razão, antes de decidir mudar sua conta de luz para essa nova modalidade tarifária, recomendamos que você avalie o seu perfil como consumidor atentamente.

O primeiro passo é procurar saber qual é o horário estipulado pela sua concessionária para o horário fora de ponta, que é o mais barato. Como já mencionamos, você pode encontrar essa informação no site da ANEEL ou então entrar em contato diretamente com a empresa prestadora do serviço.

Ao saber os horários que têm tarifa mais barata, chegou a hora de analisar se a sua rotina te permite organizar a utilização dos aparelhos que consomem mais eletricidade dentro desse período fora do pico. Alguns exemplos de eletrodomésticos que farão a diferença são o ar-condicionado, o aquecedor, o chuveiro elétrico, o ferro de passar e as máquinas para lavar e secar roupas.

Caso você não consiga planejar o uso desse tipo de equipamento ou quaisquer outros que representem a maior parte do seu consumo de energia elétrica fora do período de ponta ou intermediário, esse novo modelo tarifário provavelmente não proporcionará o barateamento da sua fatura de luz.

Inclusive, se você e as outras pessoas que fazem uso da energia elétrica no seu imóvel têm o hábito de consumir eletricidade durante o horário de pico, a tarifa branca pode até causar aumento no valor final da sua conta.

Também vale a pena considerar a quantidade de aparelhos eletrônicos que ficam ligados ininterruptamente dentro da unidade consumidora, como geladeira, freezer e equipamentos de segurança, para saber se mudar para a tarifa branca é ou não um bom negócio para você.

Um perfil que costuma se beneficiar com modalidade tarifária horária branca é a unidade consumidora em que os seus integrantes passam o dia todo fora de casa, retornando somente após o período de ponta.

Neste blog post, reunimos para você as principais informações acerca da tarifa branca, para que você consiga avaliar se deve ou não aderir a esse tipo de cobrança de energia elétrica. Uma última dica é ficar sempre atento às alterações nos horários que fazem parte do período de pico e de fora de pico, que podem ser mudados pelas concessionárias.

Que tal também ajudar os seus amigos a avaliarem se a tarifa branca é a melhor alternativa para economizar na conta de luz? Compartilhe este conteúdo nas suas redes sociais agora mesmo!

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