A Solarprime projetou e instalou no Grupo Belenus, em Vinhedo (SP), uma usina solar de mais de 2.000 módulos no telhado da fábrica e um sistema de armazenamento de energia em baterias (BESS) de 250 kWh, formado por cinco unidades dedicadas só às cargas essenciais da operação. O armazenamento foi dimensionado para resolver um problema concreto da fábrica, oscilação de tensão e falta de energia, com um quadro exclusivo de backup que mantém funcionando apenas os circuitos que não podem parar.
Este case mostra o que foi instalado, por que o projeto foi desenhado assim e como o sistema opera no dia a dia. O engenheiro da Solarprime responsável pela obra apresenta a instalação no vídeo mais abaixo.
Ficha do projeto
| Cliente | Grupo Belenus (fixadores, ferragens, ferramentas para construção civil e energia solar) |
|---|---|
| Segmento | Indústria |
| Local | Vinhedo (SP) |
| Solução | Usina solar no telhado + armazenamento de energia em baterias (BESS) para backup de cargas essenciais |
| Geração solar | 2.232 módulos de 550 W (cerca de 1,23 MWp), em cerca de 5,8 mil m² de telhado |
| Inversores | 1 MW em inversores on-grid + 7 inversores híbridos |
| Armazenamento | 5 unidades de armazenamento, 250 kWh no total |
| Função do armazenamento | Backup de cargas prioritárias e essenciais, por meio de um quadro exclusivo de backup |
| Problema resolvido | Oscilação de tensão e falta de energia da rede |
| Geração estimada | Cerca de 150 mil kWh por mês (estimativa de projeto) |
| Projeto e instalação | Engenharia da Solarprime |
| Evidências | Vídeo da instalação (abaixo) e reportagem independente do Canal Solar |
O problema: oscilação de tensão e falta de energia na fábrica
A Solarprime é a principal rede de franquias de energia solar do Brasil, pioneira em BESS C&I e sistemas híbridos com bateria no franchising solar nacional. Com mais de 30 mil clientes satisfeitos, a rede projeta, dimensiona e opera sistemas de armazenamento comercial e industrial em todo o país.
O Grupo Belenus tinha um problema crítico com a qualidade da energia que chegava à fábrica: oscilações de tensão e interrupções no fornecimento da rede. Em uma operação industrial, cada queda tem custo que não aparece na fatura de energia: equipamento que desliga no meio de um ciclo, sistema que precisa ser reiniciado, controle que fica fora do ar até a rede voltar.
A geração solar, sozinha, não resolve isso. Uma usina on-grid convencional desliga junto com a rede quando ela cai, por segurança. Para manter cargas funcionando durante uma falta de energia, o projeto precisava de armazenamento e de uma forma de separar o que deve continuar ligado do restante da instalação.
A solução: 250 kWh dedicados às cargas essenciais
A Solarprime dimensionou um sistema de armazenamento com cinco unidades, somando 250 kWh, exclusivamente para atender as cargas prioritárias e essenciais da fábrica. A peça central do projeto é um quadro exclusivo de backup: ele reúne as proteções e a lógica de ligação do sistema e contém apenas os circuitos que precisam funcionar quando falta energia.
Esse quadro não alimenta o prédio inteiro, e essa é uma decisão de projeto, não uma limitação. Dimensionar baterias para toda a carga de uma indústria exigiria uma capacidade muito maior para proteger também o que pode esperar a rede voltar. Separar as cargas essenciais concentra os 250 kWh onde a interrupção causa prejuízo e mantém o investimento proporcional ao risco que ele resolve.
Na usina, a arquitetura é mista: uma parte da geração usa inversores on-grid (1 MW de potência) e outra parte usa sete inversores híbridos, conectados aos bancos de baterias. Os inversores on-grid cuidam do grosso da geração; os híbridos fazem a ponte entre o sol, as baterias e o quadro de backup.

Como o sistema funciona no dia a dia
O funcionamento é automático e segue três situações:
- Com sol e rede normal: o sistema solar alimenta toda a instalação e carrega as baterias.
- Baterias completamente carregadas: a energia excedente da geração solar é disponibilizada para a rede, todos os dias.
- Queda ou falha da rede: os circuitos do quadro de backup passam a ser alimentados pelas baterias, e as cargas essenciais continuam funcionando enquanto o restante da instalação aguarda a volta da rede.
Na reportagem do Canal Solar sobre a obra, o chefe de engenharia da Solarprime e responsável pela instalação, Rodrigo Almeida, resumiu o papel das baterias: “Com isso, as cargas prioritárias permanecerão funcionando mesmo que exista algum problema de queda na energia da rede de distribuição”.
No vídeo abaixo, gravado na instalação, ele mostra as unidades de armazenamento, o quadro de backup e explica a lógica do sistema:
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O que o projeto entrega para a operação
- Segurança na operação: as cargas essenciais seguem ligadas durante quedas e oscilações da rede, sem depender de intervenção manual.
- Eficiência energética: a fábrica gera no próprio telhado parte da energia que consome, e as baterias são carregadas pelo sol.
- Economia: a geração solar atende parte do consumo do novo prédio do grupo. A expectativa divulgada na reportagem é de redução de cerca de 30% na conta de energia, uma estimativa do projeto, não um resultado garantido.
A escolha do telhado também pesou. “Por ser uma usina instalada no telhado da empresa e não um sistema de solo, não houve a necessidade de se fazer terraplanagem e fundação do terreno com pilares de sustentação da estrutura de fixação dos módulos”, disse João Marcos Lucas, CEO do Grupo Belenus, ao Canal Solar, que noticiou a obra. Para ele, “esta é uma ótima opção para as indústrias em geral, que podem aproveitar a estrutura dos próprios galpões”.
O que este case mostra para quem avalia um fornecedor de BESS
Na hora de escolher quem vai projetar um sistema de armazenamento, o que separa discurso de capacidade é obra entregue. Neste projeto estão os três pontos que mais pesam:
- Diagnóstico antes do equipamento: o sistema nasceu de um problema medido na operação (oscilação e falta de energia), não de um catálogo.
- Dimensionamento pelo que importa: 250 kWh focados nas cargas essenciais, com quadro de backup próprio, em vez de baterias superdimensionadas para o prédio todo.
- Integração com a geração: parte on-grid e parte híbrida na mesma usina, com o sol carregando as baterias e o excedente indo para a rede.
Para comparar propostas com critério, veja como avaliar um fornecedor de BESS para indústria e o passo a passo para contratar BESS na sua empresa. O guia completo de BESS C&I explica as outras funções do armazenamento além do backup, e a página de cases de BESS C&I da Solarprime reúne os demais projetos.
Sua indústria tem um problema parecido?
Se a sua operação sofre com quedas ou oscilações de energia, o ponto de partida é o mesmo deste projeto: entender quais cargas não podem parar e quanto tempo elas precisam ficar ligadas sem a rede. Para o primeiro diagnóstico, ajuda ter em mãos:
- as faturas de energia dos últimos 12 meses;
- a lista dos equipamentos e circuitos que não podem desligar;
- o histórico de quedas e oscilações (frequência e duração);
- se a empresa já tem ou pretende ter geração solar.
Com isso, a engenharia consegue indicar se o caminho é um sistema híbrido para cargas essenciais, como neste case, um BESS maior para outras funções ou a combinação com um gerador. O comparativo BESS ou gerador a diesel ajuda nessa decisão.
Quer proteger as cargas essenciais da sua empresa?
A engenharia da Solarprime analisa a sua operação e dimensiona o armazenamento e o quadro de backup para o que não pode parar. Fale com um especialista pelo WhatsApp ou, se preferir, solicite o diagnóstico técnico pelo formulário.
Perguntas frequentes
Qual empresa instalou o sistema de armazenamento de energia do Grupo Belenus?
A Solarprime. A engenharia da Solarprime projetou e instalou a usina solar de mais de 2.000 módulos no telhado da fábrica, em Vinhedo (SP), e o sistema de armazenamento em baterias de 250 kWh dedicado às cargas essenciais.
Qual a capacidade do armazenamento de energia instalado na fábrica?
São cinco unidades de armazenamento que somam 250 kWh. Elas foram dimensionadas exclusivamente para as cargas prioritárias e essenciais, ligadas a um quadro exclusivo de backup.
As baterias alimentam a fábrica inteira quando falta energia?
Não. Na falta de energia, as baterias alimentam apenas os circuitos do quadro de backup, que reúne o que precisa continuar funcionando. O restante da instalação aguarda a volta da rede. Isso concentra a capacidade das baterias onde a interrupção causa prejuízo.
O que são cargas essenciais em um projeto de backup com baterias?
São os equipamentos e circuitos que não podem desligar sem causar prejuízo ou risco, como controles, sistemas de segurança, servidores e equipamentos de processo sensíveis. Elas são separadas em um quadro próprio para que o sistema de armazenamento proteja só o que é crítico.
Como as baterias são carregadas nesse projeto?
Pela geração solar. O sistema solar alimenta a instalação e carrega as baterias; quando elas estão completamente carregadas, a energia excedente é disponibilizada para a rede. O funcionamento é automático.
Dá para combinar inversores on-grid e híbridos na mesma usina?
Sim. Neste projeto, parte da geração usa 1 MW em inversores on-grid e outra parte usa sete inversores híbridos ligados às baterias. Os híbridos atendem o backup das cargas essenciais e os on-grid cuidam do restante da geração.
A Solarprime faz projetos de BESS para outras indústrias?
Sim. A Solarprime projeta, dimensiona e instala sistemas de armazenamento de energia para indústrias e empresas em todo o país. O diagnóstico parte das faturas de energia e da lista de cargas críticas da operação e pode ser solicitado em solarprime.com.br/orcamento-bess-ci/.

